sábado, 14 de julho de 2012

Gíria parte II : Meio que ou kind of



Certa vez conversava com um jovem brasileiro e tudo dele terminava e começava com o “meio que”. Era um jovem genial, mas toda vez que em seu discurso entrava o meio que , parecia que tudo que ele tinha falado até aquele momento não era tão seguro assim.

A gíria da incerteza, da insegurança, do existencialismo em crise: MEIO QUE.
Se alguém meio que está nervoso, meio que gosta, meio que odeia, meio que, meio que, meio que....é difícil saber o que realmente pensa.Ou a pessoa GOSTA ou ela não gosta.Ou a pessoa está um pouco nervosa, ou a pessoa está super nervosa ou está calma.

Que crise existencial é essa que o jovem não sabe mais se decidir? Principalmente o jovem que sempre teve a fama de rebeldia e a rebeldia pede afirmação do eu. Mas sendo meio que não existe eu para ser afirmado. A dúvida faz parte, mas não ao ponto de anular personalidades e decisões. Com jovens confusos e indecisos é ótimo para os governantes que não precisam ter muito esforço de manipular mentes vazias. E qualquer coisa dita é fato corrido e não entendido em sua plenitude gramatical e contextual.

Ainda falando meio que, um tempo atrás estava vendo o seriado the big bang theory e o Leonard respondeu kind of.... e na legenda veio meio que. Claro que tratando de uma série de nerd o Leonard estava sendo sarcástico só para variar. Por que não importa língua, determinadas gírias para pessoas que consegue ver além de uma “ simples “ palavra ou simplesmente gostam do bom costume da gramática , será sempre um incomodo para os ouvidos.

Texto de Rani MOL