terça-feira, 20 de novembro de 2012

Dia Nacional da Consciência Negra


Eu fico triste que só hoje os não negros,  pensem no negro na sociedade e que só hoje  muito dos negros se valorizem. E o resto do ano?

A consciência de tratar todos bem independente de cor de pele, tinha que ser plena e diária. Eu só vejo movimentos a favor do negro criar rebuliço com letra de música, propaganda que até foge do contexto racismo. Agora gostaria muito de ver uma conscientização de quando um professor, um chefe de cor não negra têm atitudes racistas, que fosse preso, que fosse demitida, que fosse denunciado.

Eu antes de morar na Bahia não tinha sentindo na pele o racismo discriminatório. Porém ironicamente aqui na Bahia terra que segundo dados é aonde tem mais população de pessoas com pele negra, foi aonde eu mais vi pessoas tendo surto de racismo. Racismo na sala de aula por parte da professora, racismo na hora do concurso público que só aceita pessoas não negras e para piorar que não são da Bahia (baiano não presta?).

A pessoa que é a vítima do racismo muita das vezes se sente tão inferior e infeliz que resolve não denunciar e vira um ciclo vicioso. Infelizmente vi isso de perto e como só a pessoa que sofreu o descaso poderia denunciar nada pude fazer quando a vítima resolveu fazer nada.


Não importa se tem um dia, um mês por que a atitude sem pré-conceito, sem racismo tem que ser hoje, amanhã e sempre.

Texto de Rani Mendes Oliveira Lima

3° Conferência AFD- Políticas Sociais e o Judiciário


Veja como foi a 3° Conferência AFD- Políticas Sociais e o Judiciário:

- A Prévia

- 3° Conferência AFD- Políticas Sociais e o Judiciário - Desembargadora Luislinda Valois

- 3° Conferência AFD- Políticas Sociais e o Judiciário – Doutor Carreira Alvim

Um texto complementa o outro.

Esses textos são do meu outro blog Lei e Ordem.
Dicas e texto de Rani MOL

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Perception - OST

Adoro essa trilha sonora todo orquestrada:

http://www.youtube.com/watch?v=4qvQ9kCUvmc

Não agüento mais: toda segunda-feira mensagens depressivas nas redes sociais



Para falar a verdade começa na tardezinha do domingo quando as pessoas ao invés de curtirem o dia de “folga” ficam postando o quanto vai ser ruim ter que trabalhar, estudar e no geral enfrentar a semana. E na segunda-feira mesmo o bicho pega:










Mas é fantástico como terça-feira magicamente já não existe mais problemas.



Sexta-feira e feriado  todo mundo faz uma festa como se a grande maioria não trabalhasse aos sábados e feriados ou e tenha que fazer trabalho de escola/faculdade. E melhor do que isso tudo, com se a maioria tivesse dinheiro para curtir realmente o final de semana inteiro com: cinema, compras no shopping, viagens e etc. 








E para um estrangeiro que leia os relatos imagina que o povo brasileiro é preguiçoso que não trabalha, quando a verdade é que uma grande maioria são escravos disfarçados de assalariados.

Não agüento mais: esse descarrego de pensamento negativo logo no começo da semana.

Obs: Quem nunca postou algo assim não atire nem a 1°, nem nenhuma pedra. Esse texto é só um relato social virtual que venho observando e resolvi postar aqui.
Texto de Rani MOL

domingo, 18 de novembro de 2012

Não agüento mais: pessoas que escutam country mas condenam sertanejo




Country e sertanejo são estilos diferentes, mas uma das coisas que tem em comum é que é música de cidade do interior, principalmente se for o som de raiz.



A música de raiz de ambas gostam de contar como é difícil a vida no campo, ou um amor de forma tradicional e menos sexual.



E ambos os estilos com sensação teen pop ficaram populares nos grandes centros urbanos e por que não dizer o mundo.


Em tese se você pega as letras românticas da cantora country Taylor Swift e compara com as letras da música do Luan Santana, vai ver que a diferença é que ela canta para um homem, e ele canta para uma mulher.




“História de Amor- Luan Santana
Independentemente do que me disser agora
Queria deixar claro algumas coisas pra você
Independentemente se deu certo nossa história,
Não quero que fique comigo com dó de me fazer sofrer”


“História de Amor- Love Story -Taylor Swift
Nós éramos jovens quando eu te vi pela primeira vez
Eu fecho meus olhos e começo à lembrar
Eu estava aqui na varanda, ao ar de verão”




E mais uma coisa não diga que country é melhor do que o sertanejo pela da diferença da língua (Inglesa X Portuguesa), hoje com os tradutores on line e com sites de músicas qualquer um tem acesso as traduções. Alias essa é uma mania de muita gente desconsiderar um estilo de música brasileiro e “amar” uma música estrangeira e lá no fundo nem sabe o que está cantando e mesmo assim acha melhor. Mas a respeito disso escrevo depois um outro texto.

Obs: Fãs adoro ambos artistas em especial o Luan. Escrevi esse texto por que acho muito fácil rotular músicas, artistas sem realmente pensar antes no que realmente é ou não é. Têm vários artistas que eu poderia ter usado para exemplificar a idéia do texto, mas acredito que eu escolhi os artistas mais centrados e idéias para o exemplo.



Texto de Rani MOL

sábado, 17 de novembro de 2012

Não agüento mais: insultos contra funkeiros




Música da “plebe” sempre foi motivo de confusão. Se nos bailes de gala as moças (que faziam parte da monarquia, burguesia e qualquer outro Ia que remeta uma “castra” rica) tinham que dançar elegantemente com seus saltos altos e com seus vestidos caros. Ao ar livre as mulheres camponesas ou sem “classe econômica”, podiam dançar de forma mais solta, pulando, rindo verdadeiramente. A vista dos nobres, homens ou e mulheres da plebe pareciam selvagem sem classe.



Eu fui no ano de 1630 dc  para provar que o que é do povão é sempre hostilizado  por aquele que tem dinheiro.  O funk no Brasil teve sua origem no Rio de Janeiro nos anos 80 e as festas que tocavam esse tipo de música são chamados de : baile funk. Afinal antes disso no rio era bem comum ter: baile matine para crianças, baile de máscaras, baile de gala e por ai vai.




O ritmo a meu ver é muito bom e diferente do que muitos falam as letras não fazem uma apologia e sim relato de como é a vida no morro. Nos anos 93/94 uma das músicas que eu mais escutava nas rádios do Rj dizia assim:

“Eu só quero é ser feliz,
Andar tranquilamente na favela onde eu nasci, é.
E poder me orgulhar,
E ter a consciência que o pobre tem seu lugar.
Fé em Deus, DJ
Minha cara autoridade, eu já não sei o que fazer,
Com tanta violência eu sinto medo de viver.
Pois moro na favela e sou muito desrespeitado,
A tristeza e alegria aqui caminham lado a lado.
Eu faço uma oração para uma santa protetora,
Mas sou interrompido à tiros de metralhadora.
Enquanto os ricos moram numa casa grande e bela,
O pobre é humilhado, esculachado na favela.
Já não aguento mais essa onda de violência,
Só peço a autoridade um pouco mais de competência.”
do Rap Brasil.



Mais tarde no ano 95 o Brasil que não conhecia o funk fica sabendo do funk melody com Claudinho e Bochecha e outros artistas que em suas letras só falavam de amor. 

grupo you can dance

E isso aconteceu de forma mais clara quando a Xuxa em seu programa, Planeta Xuxa (1997), que passava aos sábados a tarde levava sempre música funk e com o grupo you can dance que fazia parte do programa.


Do ano 2000 até hoje, o funk melody foi desaparecendo e foi aparecendo um funk que supostamente faz apologia ao sexo, drogas e vulgaridade. A palavra apologia é pesada por que com certeza uma pessoa do morro no Rj não faz uma música pensando vou mudar a sociedade  cantando isso ou aquilo . Ele ou ela canta apenas aquilo que é do seu convívio. 

E esse convívio foi mudando as letras também. A hipocrisia da “nobreza” contemporânea em taxar que o funk não presta, porém dentro de suas casas escutavam o funk, ou em suas boates particulares só com pessoas ricas.   E essa situação é denunciada na música:

“É som de preto
De favelado
Mas quando toca ninguém fica parado
Tá ligado
O nosso som não tem idade, não tem raça
E não tem cor
Mas a sociedade pra gente não dá valor
Só querem nos criticar pensam que somos animais
Se existia o lado ruim hoje não existe mais
Porque o funkeiro de hoje em dia caiu na real
Essa história de porrada isso é coisa banal
Agora pare e pense, se liga na responsa
Se ontem foi a tempestade hoje vira abonança
Porque a nossa união foi Deus quem consagro
Amilke e Chocolate é new funk demoro” do Amilcka e Chocolate.



Essa música teve mais notoriedade para sociedade com classe econômica quando a cantora Fernanda Abreu gravou essa música e vários outros funks no  cd intitulado MTV ao Vivo: Fernanda Abreu (2006).

E mais perto de 2012 muita música  que em sua letra dizia que um tapa pode dar na mulher,  que a mulher bêbada é melhor por que ela esquece que é casada e tem relação sexual com outro homem,a mulher ser chamada de cachorra passa a ser um elogio e por ai vai. Surgem as mulheres frutas (relacionado ao nome da fruta com formato da bunda) que cantam e dançam. No entanto isso é um retrato de como a mulher na favela é tratada. 



E curiosamente a mesma mídia que condena essas letras não mostra que muitas filhas de famílias ricas passam a subir o morro e ter uma relação de admiração pelos “donos” do morro, que em seus bailes na comunidade exibiam suas armas (de fogo).  Passa a ser uma excitação subir ao perigoso morro e a ter relações amorosas com os “donos” do morro. Isso foi retratado em uma novela da rede Record  chamada, Vidas Opostas.


Com advento do facebook no Brasil o Funk voltou a ser alvo dos comentários que a meu ver chega a ser preconceituoso.

Não aguento mais: insultos contra funkeiros.

Obs: Funk não está no meu topo list de música de todo dia, porém já escutei muito  funk e ao fazer esse texto escutei várias músicas antigas e cantei todas elas. É muito bom ter a mente aberta e ver tudo por vários ângulos. E o ângulo do meu texto é único e exclusivo cultural.

Texto de Rani MOL